A Palavra de Deus hoje nos lembra que a fé verdadeira nunca fica apenas no discurso. O profeta Isaías mostra que a luz nasce quando o pão é repartido, quando o pobre é acolhido e quando cessam as atitudes de opressão. A luz prometida por Deus não é algo distante ou abstrato; ela brota de gestos concretos de cuidado, justiça e misericórdia no dia a dia.
São Paulo, na segunda leitura, reforça esse caminho ao recordar que anunciou Cristo não com palavras bonitas ou prestígio humano, mas na simplicidade e na fraqueza. A força do Evangelho não está na aparência, mas no poder de Deus que se manifesta quando nos colocamos com humildade a serviço. A luz que vem de Cristo crucificado é uma luz discreta, mas profundamente transformadora.
No Evangelho, Jesus afirma com clareza: “Vós sois a luz do mundo”. Não se trata de brilhar para si mesmo, mas de deixar que as boas obras revelem o rosto do Pai. Ser luz é viver de tal modo que outros encontrem esperança, sentido e consolo. Quando a fé se traduz em atitudes concretas, ela ilumina as trevas da indiferença e do egoísmo.
Perguntas para a oração:
1- De que maneira minhas atitudes concretas têm sido sinal de luz para quem caminha comigo?
2- Em que situações tenho escondido minha fé por medo, comodismo ou falta de compromisso?
A liturgia de hoje nos chama a uma fé encarnada, simples e coerente. Ser luz e sal é permitir que Deus brilhe através de nossas escolhas cotidianas, fazendo do amor um testemunho visível.
Deus nos abençoe e nos guarde!
Seminarista Mirosmar Gonçalves.